domingo, 14 de novembro de 2010

Eugênio

Eu gênio inventei você,
Eugênio inventei você,
Criei você porque não tinha o que fazer;
Não há o que fazer com o que já está feito, consumado.
Não tinha o que fazer. Não tinha como secar suas lágrimas.
Então chores menina.

Não tinha o que fazer quando me deparei numa ribanceira.
Mas não me joguei. Olhei para baixo e para cima.
Parei, observei o firmamento e pensei que não havia mais o que fazer.
Não tinha o que fazer...

Meu homônimo, substitua minha face diante dos alheios.
Faça historia e desapareça. Mas nunca deixe de ser Eugênio.
Apareça quando quiser, eu e você sabemos que somos um só.
E nisso não há nada de pseudo. Só pseudônimo.
A farsa existe. Isso eu não nego.
E digo mais. Somos falsos.
Todo dia ensaio uma vida e vivo uma farsa.
Nem tudo é como planejamos.
Nem sempre há o que fazer.
Então por que não inventar?

Eugênio agora carpe o jardim a procura de tatus-bola.
Brinca na grama feito criança pirralha cavocando a terra.
Um dia ele irá carpe diem.


Obs: de 07/11/10 a 14/11/10
Quem disse que em 7 dias os homens tambem não inventariam o mundo deles?

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