Te convido a entrar em uma de minhas gavetas.
Entrando na gaveta...
Está escuro, estou em minha casa e estou sentado de olhos fechados, tentando aquecer minhas mãos. Sei que lá fora neva e venta muito, tudo está branco e límpido. A neve cai na diagonal para a direita. Posso ver pela janela.
Localização: Polo Norte.
Minha casa não é das mais confortáveis, mas me sinto bem nela. Toda de madeira, madeira resistente. O frio é constante, mas já me acostumei. Meus pés sempre parecem estar a ponto de petrificar, sempre cuido para que isso não ocorra, há varios exercícios que ajudam na circulação sanguínea e a massagem é boa para as mãos tambem.
Me alimento de peixe e enlatados, sei que deveria variar, mas é dificil conseguir alimento quando só se vê uma casa em meio ao nada. Só uma vastidão branca, só neve.
Não costumo fazer muitas coisas, a lareira está acesa e raramente o fogo me distrai, sempre fico com meus pensamentos sobre a janela, quando não, leio um livro, e quando estou cansado prefiro sentar-me na cama, apoiar os cotovelos nos joelhos, entrelaçar os dedos e encostar a testa na mão, como quem faz uma prece. Ali imóvel fico a pensar nos móveis da minha casa e como tudo aquilo me faz bem. Relaxado e de olhos fechados me deito e durmo.
Saindo da gaveta...
Acordo e está frio, esse frio eu conheço muito bem e me incomoda. É hora de ir trabalhar.
Nesse momento já não penso mais. Simplesmente pulo da cama e vivo!
2 comentários:
Eu tenho várias gavetas, ajuda a equilibrar as coisas.
Acho que é como o chapéu de um magico, é onde coisas surpreendentes acontecem...
Boa colocação Reh, o chapéu de um mágico é mágico mesmo, não?...rsrs...
Esse é o meu mundo quando estou sozinho. Costumo me dirigir ao Polo Norte e fico hospedado nessa casa humilde chamada mente/vida.
beijos querida, obrigado por comentar...=)
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