A dor da gente a gente sente,
a dos outros nem sempre,
tem horas que fico a observar vagarosamente os seus dentes,
tão contentes,
brilham e ficam a pairar no espaço e tempo.
Aquele momento, tão gracioso e pacífico.
Vilipendiado sou por mim mesmo, quanto desprezo.
Quero colo, quero seu calor, quero minha cama com coberto.
Quem sabe o que se passa na cabeça daquele velhinho?
Quantas putas que passam na praça?
Quantos pombos que cagam com graça?
E sem graça e com raiva fico quando saio com as costas "cagadas"!
Muita gente pensou, muita gente acordou cedo hoje.
Pouca gente se sentiu importante, muita gente se sentiu indiferente, e assim foi.
Tudo passou, mais um fim de semana comum, azul...
Pra mim foi preenchido de tantas coisas que me sinto grunindo
Eu sei, eu sou um porco...
Sou um pouco, parte de um tanto,
um tanto faz, um tanto que satisfaz.
Se satisfaz é pouco. Quero mais!
(sorrio e abro os braços olhando o ceu com partes azuis e com nuvens que passam pra nunca mais voltar)
O que satisfaz é banal, ou é sereno, ou está na terceira idade e já não há tempo!
Ou nada disso é o que parece ser e eu continuo sem saber...
O que sei se não sinto?
Penso que tenho dores, talvez eu tenha mesmo!
Mas hoje é você que precisa do meu calor.
Cubro-te criança para amanha acordar em paz!
Hoje a dor que sinto é viva e serena como a sua!
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