Quando os olhos não vêem, a alma vê mais.
Talvez o mundo seja mais confortavel se eu não vê-lo.
O ato é um só. Observar ou atuar.
Por algum motivo, o segundo ato é a observação.
O que pode acontecer de maneira impulsiva e atrapalhar a linha de raciocínio.
Num ciclo de palavras de um indivíduo e observação de outro. Ou pior, observação do primeiro para o outro ou para si mesmo. No entanto, a reação e o impulso em observar não seria tão facil de evitar.
Talvez a melhor maneira seria saber ignorar uma opnião ou uma expressão facial que implique em desaprovação. Talvez o jeito seria saber mentir. Mas não mentir como falsidade ou intuito em enganar, mas como uma fuga da realidade. Talvez o outro nome para mentira seja criação.
Sendo assim, o jeito é inventar. Que a culpa não me aborreça e que os Deuses me abençoem nessa conduta.
A culpa é a doença. Primeiro eu não devo me culpar, e se eu estiver errado devo aprender a perder e saber que nem todos os dias são de sol. Isso é consequencia, mas a comparação é a falha, porque é facil perder pra sí mesmo, mas para outro alguem não. Então, assim como para ser um grande ganhador é necessario reconhecer que um dia perdi e dar valor ao que sou no momento, perder é reconhecer que hoje não deu, mas sou capaz. É reconhecer que mesmo perdendo sou capaz de fazer melhor. É não admitir que alguem é melhor do que você, é ser e assumir sua posição na vida. Não me sentir culpado nem inferior. Não dar crédito a vitoria do outro, porque isso é abandonar-se. E só se abandona quem crê que será cuidado por alguem ou desistiu da vida. Mas em meio a dificuldades a vida cria meios para viver, quem não reage a dor é trouxa. Quem não reage à lâmina de uma faca ou às pontas de um garfo penetrando a carne?
Por que emocional, psico, mental e espiritualmente seria diferente?
Poderia terminar o texto aqui, mas continuemos...
Perguntas sobre aquilo que ninguem vê:
E porque é facil perder pra sí mesmo?
Porque no meu mundo mando eu, e pouco tá bom.
Se pouco está bom, então porque querer ser o melhor?
Não sei...
E porque pouco está bom?
Boa pergunta, porque eu quero o melhor, mas as vezes tanto faz.
O jeito é esquecer o que há lá fora. Tranque-se num ovo.
Numa sala branca sem paredes nem teto. Infinitamente branca.
Agora sente-se e me diga. Ser melhor no quê?
(De olhos fechados eu vejo o mundo. Eu vejo o futuro...)
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