A Arte, a arte,
A tela pintada em giz pastel.
Riscada em traços tropeçados no relevo.
Por baixo do papel, pedrinhas que não vi.
O quadro que não pintei, pintado pelos meus sonhos.
Retirado de meus pés o nativismo (ou n-ativismos) do meu ser.
Deixado de lado o romance e a sensação romântica.
A liberdade vêm primeiro,
a alma clama e a mão obedece com movimentos curvilíneos correndo riscos na superfície plana.
Cada tracejo desigual e proporcionalmente calculado.
Almejando o contorno igualitário das penas de um pássaro.
Penas compridas. Penas cumpridas.
Menos dor e mais amor.
Assim se faz a arte.
A alma repousa em paz...
assim que a ponta da pena pousa no papel.
Nenhum comentário:
Postar um comentário