domingo, 29 de maio de 2011

Precipício

De repente me deu uma vontade imensa de pular.
De cair.

Quase como um leve toque em meus ombros, precipitando a inclinação.
É tentador a vontade. Esse toque é minha vontade.

Minha alma pede um vôo livre, e a escolha é triste.
De onde vem essa vontade?
De onde vem o medo?
De onde vem a vida?

E pra onde ela vai?

De onde vem a comparação?
De onde vem a qualificação?

E por que as provas nos provam nossa capacidade ao invés de provarmos às provas o quanto capazes somos?
Por que a dúvida?

De onde vem a gravidade, que "gravita" e agrava nossos corações?

E por que todos sorriem? Será que sou só eu que me incomodo em por um sorriso em meu rosto?
Por que muitos necessitam pisar em outros para se sentirem melhor e poderem sorrir com sarcasmo?

Será que minha carcaça de barata é tão frágil?
Por que a morte me parece justa e a vida uma prisão?

(durante a queda)

Porque o amor é dor que doí sem se ter, e assim caímos no paraíso!
E a vida é um contentamento descontente. Triste e morto.

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