domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sentidos Ocultos

Eu já não vivo no mundo dos sentimentos,
vivo no mundo ao lado dele.
Observo de fora minha dor,
assim como Deus vê uma criança que cai de bicicleta e chora.
That's child was me. Essa criança era eu.

Não isolo a dor, pois ainda assim sinto as pontas das facas e garfos na minha carne.
Apenas aceito e compreendo.
Viver é sentir dor. Dor de todos os tipos.
Dor do parto, dor do sexo.
Dores fisicas e emocionais.

Eu sou aquele muleque que sente dor ao cair de bicicleta.
E me sento ao lado de mim mesmo e observo minha dor enquanto a sinto.
Encaro a dor olho no olho.
Apenas sofra, não sofra a mais. Sofra o suficiente. Enough!
E depois de ter sofrido, aprenda a levantar-se.
E encare a vida olho no olho.

Toda essa ideia é absurda e dignida de punição.
Então que seja dada a sentença.

Assim como V de Vingança na cena da cela e do interrogatório:
Carrasco: - Está na hora.
Evey:     - Estou pronta.
Carrasco: - Olha, tudo que eles querem é uma informação. Dê alguma coisa a eles, qualquer coisa.
Evey:     - Obrigada, mas prefiro morrer fuzilada atras do deposito químico.
Carrasco: - Então você não tem mais medo, está completamente livre.
Evey:     - O quê?

É isso que se passa.
Encarar a morte, assim como encarar a vida.
Olho no olho.
Isso é tudo.

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